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5 escândalos que marcaram a Champions League

Escândalos acontecem. No bairro, na cidade, na política e, claro, no esporte.

Com a Champions League, não poderia ser diferente. Um evento desse porte, que coloca as maiores celebridades do futebol europeu em campo, não ia passar por mais de 50 anos de história sem nenhum escândalo para dar aquele tempero extra!

Escândalos que marcaram a Champions League

Neste top 5 vamos ver  situações onde o que chamou a atenção na Champions não tinha nada a ver com bola rolando no campo.

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1. O Escândalo que abalou o futebol francês

O Olympique de Marselha é um dos três maiores times franceses da atualidade. De fato, o Olympique foi o primeiro time francês a ganhar uma Orelhuda, na edição 92 – 93. Além disso, ainda tem no currículo nove campeonatos franceses e dez copas da França.

Bernard Tapie, então presidente do time azul e branco, estava obcecado com o título. A equipe investiu pesado em contratações de peso, incluindo nomes famosos no país como Fabien Barthez e Marcel Desailly e o campeão mundial Rudi Voller.

Em um jogo contra o Valenciennes, o esquema foi destapado. O jogo fechou em 1 a 0, nada anormal, mas a falta de vontade do Valenciennes parecia estranha.

Jacques Glassman foi o primeiro jogador a abrir o bico. Chegou em Boro Primorac, técnico do Valenciennes e contou que o diretor do time rival havia oferecido dinheiro para que ele suavizasse as jogadas e, em suas palavras, “tirasse o pé”.

Primorac, claro, ficou possesso. Descobriu que Jorge Burruchaga também havia recebido a oferta e pior: Christophe Robert a havia aceitado. A esposa do jogador havia recebido uma maleta contendo grande quantidade de dinheiro das mãos diretor do Olympique.

Logo a investigação foi aberta e se apurou a triste verdade: o time tentou mesmo subornar vários jogadores. Apesar de não perder a conquista do título da Champions, o Olympique perdeu o direito de defender o título.

A decadência foi total. Sofrendo rebaixamento automático nos campeonatos franceses, o time precisou decretar falência. Só conseguiu se recuperar do escândalo porque Robert Louis Dreyfus, dono da Adidas, resolveu intervir e assumir o comando do clube em 1996

2. Manipulação na Turquia

O Fenerbahce é um dos times mais famosos da Turquia. Fundado em 1907, em Istambul, o clube já levou 19 vezes o campeonato turco, 6 copas da Turquia e 9 supercopas locais. O meia Alex Souza, ex Coritiba e Palmeiras, jogou por lá entre 2004 e 2012, e vários outros brasileiros também brilharam na equipe.

Em 2011, o Fenerbahce foi devastado pela notícia de manipulação em seus resultados. Foram 93 os acusados pela justiça. Mais de 30 pessoas, entre dirigentes e atletas, foram presas. O presidente do time, Aziz Yildrim, foi condenado a 6 anos e 3 meses de prisão, com acusações sérias, inclusive de formação de quadrilha.

Naquele ano, o time participaria da Champions. O processo corria em segredo judicial e a Federação Turca decidiu não punir ninguém até que as devidas apurações fossem feitas.

A UEFA discordou. Não dava para aceitar tudo aquilo na Champions. Informou o clube que não era bem-vindo no campeonato, mas não teve acordo: o Fenerbahce não ia sair por conta.

Assim, começou a pressão sobre a Federação Turca. A UEFA ameaçou começar uma investigação disciplinar própria e punir todo mundo que estivesse pela frente, inclusive a Federação do país.

Aí, não teve jeito. Os turcos se posicionaram e excluíram o time do campeonato. O time escolhido para substituí-lo foi o Trabzonspor, o vice-campeão turco.

3. O escândalo das apostas

Um dos episódios que realmente chegaram a manchar a imagem da Champions League ficou conhecido como o Escândalo das Apostas.

A descoberta foi feita pela polícia alemã. O departamento de fraudes notou uma atividade estranha em apostas – que são permitidas em vários países da Europa- e a investigação teve início.

Foram investigados mais de 300 jogos. Times alemães, belgas, suíços, croatas, eslovenos, turcos, húngaros e austríacos estavam na mira.

4. Neymar, Mbappé e a quase exclusão do PSG

Ficaram sob suspeita 12 jogos das eliminatórias da Champions de 2009. A UEFA declarou naquele então que se tratava do maior escândalo que se abateu sobre o futebol europeu.

Depois de vários meses de investigação, ficou claro que 3 jogos da Champions tiveram seus resultados manipulados. Escutas telefônicas confirmaram as suspeitas e o saldo final foi de 15 pessoas presas na Alemanha e mais 2 na Suíça. Dinheiro, jóias e carros, frutos das apostas irregulares, foram apreendidos

Esse escândalo se abateu sobre a edição deste ano e quase levou o PSG à exclusão da Champions.

Em novembro de 2018, o jornal esportivo L’Équipe noticiou que o Paris Saint German poderia ficar de fora da Champions por certas irregularidades em contratos de patrocínio e em relação as transferências de Neymar e Mbappé, além de estar no vermelho, com um déficit financeiro de mais de 30 milhões de euros – o limite imposto pela UEFA para os times participantes.

Tal notícia surgiu a partir de uma investigação iniciada em junho daquele ano, pela CFCB – o órgão que faz o controle financeiro dos clubes de futebol.

De acordo com os relatórios, o Clube francês teria recebido 138 milhões de euros de empresas do Qatar, mas haveria declarado apenas 87 milhões. E as contratações de ambos jogadores precisariam ser bem explicadas, já que as cifras foram astronômicas (222 milhões para Neymar e 180 milhões de Mbappé, sempre em euros).

A notícia fez a Europa pegar fogo. A UEFA, percebendo o impacto, deu uma declaração dizendo que não pretendia excluir o PSG. Mas, se provadas as acusações, duras sanções disciplinares seriam aplicadas.

5. A Tragédia de Heysel

A tragédia de Heysel entra em duas categorias do Top 5 escândalos que marcaram a Champions League. Já falamos sobre ela, com muitos detalhes, neste artigo.

Ela entra aqui como um dos maiores escândalos da Champions porque, realmente, foi o mais e mais aterrorizante de todos.

Era a final da Champions de 1985. Juventus e Liverpool se confrontariam pela conquista do título na Bélgica.

A UEFA sabia que o estádio em Heysel não tinha condições de abrigar a partida. Os torcedores do Liverpool já eram conhecidos por brigas monumentais, e Heysel não podia oferecer segurança para quem vestia a camiseta da Juve.

Meia hora antes de começar o jogo, os torcedores do Liverpool começaram a pancadaria. Atacaram os fanáticos da Juve com paus e barras de metal. Era uma batalha campal, em pleno estádio.

Haviam corpos no gramado, gente sendo atendida por ali mesmo. A polícia não conseguia controlar a briga, que continuava rolando quando a UEFA obrigou ambos times a entrar em campo.

No total, foram 39 mortos. O episódio é apontado como responsável por grandes mudanças na segurança dos estádios.

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